Da melodia até os acordes prontos são quatro passos, e na primeira vez isso leva uns dois minutos. Abaixo, cada passo na ordem. Onde fica cada coisa na tela está em A tela do Estúdio: o que fica onde.
Este artigo é sobre o Estúdio no computador. No celular o site abre o aplicativo, que funciona de outro jeito e vai ter um artigo próprio.
Passo 1. Traga uma melodia
Tudo começa com notas. São quatro caminhos:
- Faixa de demonstração — o mais curto: na tela inicial clique em Abrir numa peça pronta. Nada para digitar, sem precisar de conta.
- + Criar — folha em branco: as notas você mesmo põe, pelo teclado (veja A tela do Estúdio: o que fica onde).
- Importar MusicXML / JSON — um arquivo de outro editor.
- Gravar MIDI ao vivo — você toca, o estúdio escreve.
Assim que há notas, o estúdio lê sozinho: à esquerda acende o Círculo de Escalas com a escala que ele ouviu, e embaixo aparecem os acordes dessa escala.
Passo 2. Aperte Partimento
O botão está no painel da direita. Uma pressão, e o estúdio escreve a harmonia da peça inteira.
Enquanto trabalha, o botão mostra Gerando…, e embaixo está o lugar onde as versões vão aparecer. Leva de alguns segundos a um minuto: o estúdio escuta a melodia inteira, não compasso a compasso, e é por isso que os acordes se sustentam do começo ao fim.
Gerar exige login e consome créditos de música — o saldo está escrito logo abaixo do botão. As faixas de demonstração com harmonia pronta se ouvem sem conta e sem créditos.
Acima do botão está Respeitar a harmonia. Ligue se as suas notas já tiverem acordes e você quiser mantê-los: o estúdio reconhece e põe as opções dele ao lado, não por cima.
Passo 3. Ouça o que saiu
Terminada a rodada, os acordes estão sob cada compasso, e a peça já pode tocar: Space toca e pausa, os botões de transporte estão na barra de cima.
Cada célula sob um compasso conta três coisas do acorde: como ele se chama, que função carrega (T tônica, repouso; S subdominante, movimento; D dominante, tensão) e que grau da escala ele é.
Assim dá para ver não só quais acordes estão ali, mas por que estão assim: a tensão se acumula rumo à dominante e se resolve na tônica.
Passo 4. Ajuste o que não convenceu
Uma harmonização de máquina é uma proposta, não uma sentença. Qualquer acorde muda à mão, e o jeito mais rápido é um clique duplo na célula: o acorde vira outro, construído sobre a mesma nota da melodia. Clique de novo e o estúdio gira pelas opções.
Se preferir escolher com calma, clique uma vez no compasso e o painel da direita vira a ficha daquele compasso:
Ali se vê qual acorde está e de que notas é feito; dá para acrescentar uma sétima (tríade → m7 → maj7), mover a oitava do baixo e abrir a paleta de acordes — a lista completa de possibilidades para aquele ponto.
Um lápis na célula quer dizer que esse acorde foi você quem pôs. Essas mudanças sobrevivem a uma nova rodada: se apertar Partimento de novo, o estúdio reescreve o resto e o seu acorde fica onde está.
Passo 5. Salve
- Salvar na biblioteca — o trabalho fica na sua biblioteca (sem conta, só neste aparelho).
- Compartilhar — um link para a peça.
- Exportar — MusicXML ou JSON para outro editor, ou imprimir a partitura.
Por onde seguir
- A tela do Estúdio: o que fica onde — o mapa da tela: o que fica onde.
- Como o Estúdio escolhe os acordes — o que o estúdio ouve numa melodia e de onde vêm as opções.
- Trocar um acorde à mão — trocar acordes em detalhe: substituições, variantes, arrastar e paleta.
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